Sei que sou agora;
todos em um só.
Brigando por um espaço em movimento
Dentro de todos os sentimentos
Quero tudo;
e de uma vez só.
Para não mais sofrer diante da vida
Para não mais temer as feridas
Sou vários nesse corpo frágil
Abalado por qualquer estrago
Inabitável corpo
Com a fraca carne dividindo espaço
E dentre todos que sou
E de tudo que sinto
Ainda ando por ai omitindo
Me escondendo em duas faces.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Por nós
Vamos falar um pouco do passado
Quando mal nos olhávamos
Quando estranhamente nos inclinávamos, sem olhares
Vamos falar um pouco do que passou
Para construímos caminhos melhores
Para escolher ao menos um
Vamos só passar menos
E ficar um pouco mais
Mesmo com as luzes acesas
Mesmo com o coração apagado
Seria então, mais que alguns breves toques
Que nem fora tão tocados assim
Vamos olhar pro passado
E querer mais
Quando mal nos olhávamos
Quando estranhamente nos inclinávamos, sem olhares
Vamos falar um pouco do que passou
Para construímos caminhos melhores
Para escolher ao menos um
Vamos só passar menos
E ficar um pouco mais
Mesmo com as luzes acesas
Mesmo com o coração apagado
Seria então, mais que alguns breves toques
Que nem fora tão tocados assim
Vamos olhar pro passado
E querer mais
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
...!
Se calei com a voz do meu peito,
Falo-te por onde não escuto.
É o sussurro do meu desespero
É um pouco do meu absurdo...
Falo-te por onde não escuto.
É o sussurro do meu desespero
É um pouco do meu absurdo...
Eu até que finjo bem
Eu finjo que me conheço
E me pego escrevendo sobre o que nem sinto
Eu finjo que me conheço
Dando razão a todos meus defeitos
Eu finjo que me conheço
E estranho o meu sem sentido ganhando forma.
Eu me conheço por partes
E me estranho por inteiro
E eu aqui...
falando desse veneno que não me pica.
E me pego escrevendo sobre o que nem sinto
Eu finjo que me conheço
Dando razão a todos meus defeitos
Eu finjo que me conheço
E estranho o meu sem sentido ganhando forma.
Eu me conheço por partes
E me estranho por inteiro
E eu aqui...
falando desse veneno que não me pica.
Metade que falta
Estamos sempre em par
Opondo ideias
Opondo prazeres
Opondo nós mesmos
Queremos sempre encontrar alguém
Que seja como a gente;
a gente no lado oposto.
Buscamos no igual
A parte que falta
E é na metade...
Que esquecemos do amor
É no pouco...
Que não procuramos a felicidade
Opondo ideias
Opondo prazeres
Opondo nós mesmos
Queremos sempre encontrar alguém
Que seja como a gente;
a gente no lado oposto.
Buscamos no igual
A parte que falta
E é na metade...
Que esquecemos do amor
É no pouco...
Que não procuramos a felicidade
Pensei errado
Pensei que era amor
Mas era só mais um par de roupas tiradas
Um par de almas encarnadas
Meu sujo prazer que me escarra
Pensei que era amor
Iludido pelo encanto
Excitado com o espanto
Do silêncio do teu olhar
Queria poder amar
E acordar sentindo a mesma coisa
Mas era só mais um par de roupas tiradas
Um par de almas encarnadas
Meu sujo prazer que me escarra
Pensei que era amor
Iludido pelo encanto
Excitado com o espanto
Do silêncio do teu olhar
Queria poder amar
E acordar sentindo a mesma coisa
sábado, 11 de setembro de 2010
Pedaços
Mordo da fruta proibida
E só mordo porque me falaram que não podia
E eu como a semente do dia a dia
Digerindo os pedaços que eu nem queria
Por cada parte mordida,
Continha em mim uma parte sua
Madura e caída em lembranças frias
Partes indefesas, nossas, e nuas.
Era um gosto de cor vermelho e quente
É um gosto de dor, amor e amante.
E só mordo porque me falaram que não podia
E eu como a semente do dia a dia
Digerindo os pedaços que eu nem queria
Por cada parte mordida,
Continha em mim uma parte sua
Madura e caída em lembranças frias
Partes indefesas, nossas, e nuas.
Era um gosto de cor vermelho e quente
É um gosto de dor, amor e amante.
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